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Os Cinco Princípios do Reiki - Artigo de Frank Arjava Petter


Nota: este artigo foi escrito por Frank Arjava Petter, autor de livros como O Fogo do Reiki e Reiki - O legado de Dr. Usui. Foi traduzido por Jorge Vidal, do site Reiki Mawashi e é reproduzido aqui sob autorização. Conheça também o site www.reikimawashi.com.br.


Os Cinco Princípios do Reiki

Por Frank Arjava Petter


Os cinco princípios originalmente estabelecidos pelo Imperador Meiji do Japão (1868—1912) como diretrizes para uma vida realizada foram adotados pelo dr. Usui para serem incorporados à nossa vida e nos ajudar a ser um canal para a energia vital universal. Não são meros códigos morais para serem seguidos obstinadamente.


A supressão dos pensamentos e das emoções nunca será de alguma ajuda para a pessoa em busca de iluminação. Essas diretrizes são simples pedras que pavimentam a trilha em direção ao aumento da consciência espiritual.


Somente hoje....


1) Não se zangue.


Não há nada inerentemente errado com a raiva. É apenas um sinal de que você está tentando nadar contra a corrente natural dos acontecimentos. Quando a raiva bate à sua porta, a maneira mais sensata de lidar com ela é reconhecê-la, observá-la e, ao fazer isso, deixá-la ir para sempre. Uma vez que você pára de se identificar com a emoção, o fogo apaga. Um método muito eficiente de lidar com a raiva e com outras formas de manifestação de energias (aparentemente incontroláveis) antes delas acontecerem é a Meditação Dinâmica (The Orange Book, de Osho. [O Livro Laranja], publicado pela Editora Cultrix, São Paulo, 1986.), que está sendo usada por inúmeros psicólogos ocidentais para o alívio emocional e da tensão. Por meio da catarse controlada, podemos nos livrar de tensões indesejadas.


2) Não se preocupe.


Nós nos preocupamos para nos manter separados do todo, para conseguirmos a sensação de que somos especiais, de que não somos capazes de sentir de outra forma. Nós nos preocupamos em que as coisas possam acontecer diferentemente daquilo que esperávamos, levando em conta apenas as nossas próprias vantagens. A fonte da preocupação é o medo daquela coisa, da qual sempre podemos estar certos: mudança.


Tendemos a ver o resto da humanidade como concorrentes e talvez até como inimigos, em vez de companheiros de viagem. Esquecemos que o universo é uno, e que apenas o ego o despedaça.


3) Seja grato.


Todos sabemos como é difícil ver toda vez cada experiência com novos olhos. Mas, quando por acaso o fazemos, o momento parece eterno e mágico. Ao apreciar conscientemente o nosso ambiente, quer se trate do nosso companheiro ou do menor talo de grama, podemos uma vez mais encontrar-nos nessa extraordinariamente bela história da vida.


O que chamamos de “bom e mau” fazem parte de tudo na vida. Lembro-me de uma velha história que nos foi contada pelo mestre Osho: numa pequena aldeia do interior, vivia um velho que tinha um belíssimo cavalo. Embora fosse muito pobre, ele recusava ofertas para vender seu cavalo, pois o animal tinha se tornado um amigo para ele. Os outros aldeões o achavam excêntrico e estúpido porque ele poderia acabar com sua pobreza vendendo o cavalo. Um dia, o estábulo onde o cavalo ficava foi encontrado vazio. Os aldeões estavam convencidos de que o animal tinha sido roubado e concordaram entre eles que teria sido melhor se o velho tivesse vendido o cavalo. O velho observou que o único fato verificável era que o cavalo não estava no estábulo e disse aos outros que não tirassem tão depressa suas conclusões. Pouco depois, o cavalo voltou por si mesmo, trazendo com ele uma manada de cavalos selvagens. Agora, os aldeões acharam que a boa sorte tinha chegado ao velho, mas novamente ele lhes disse para verem os fatos e não julgar um pequeno fragmento de realidade sem conhecer o todo.


O filho único do velho logo começou a domar os cavalos selvagens. Um dia ele caiu e quebrou a perna. Os aldeões novamente acharam que isso era uma grande calamidade, uma vez que ele era o único a ajudar o pai. Mas o velho continuou fiel ao seu ponto de vista de não julgar. Logo depois, estourou uma guerra contra o reino vizinho e todos os jovens do Estado foram recrutados, exceto o filho incapacitado do velho... Essa história não tem fim.


Nossa tendência é olhar para a nossa vida, e para a dos outros, de uma perspectiva muito estreita, sem conhecer o todo, sem confiar e sem festejar o momento, seja lá o que ele esteja a nos oferecer. Vamos tentar!


4) Trabalhe arduamente (prática de meditação).


Esse princípio não sugere que você faça algum trabalho doze horas por dia. O termo “trabalho árduo” refere-se a trabalhar em nós mesmos, praticando meditação e devotando o nosso tempo ao crescimento espiritual. Os valores espirituais do mundo interior diferem consideravelmente dos valores do mundo exterior. “Trabalhar arduamente” no mundo exterior transforma-se em “devoção” no interior, onde não há lugar para o que é árduo. No mundo exterior, podemos estar trabalhando rumo a uma meta, mas no mundo interior o momento presente é o único tempo que existe. A prática da percepção ou da meditação nas atividades diárias é o propósito de muitas religiões orientais e foi introduzida no Ocidente pelo famoso místico armênio G.I. Gurdjieff, que a chamava de lembrança de si mesmo.


O Reiki, a meu ver, visa alcançar o mesmo estado mental. A meditação não pode ser forçada, mas primeiro a pedra deve ser jogada na lagoa para que as ondulações se movimentem na direção das margens. Depois desses anos todos, a meditação tornou-se um alimento sutil, mas essencial para mim. De fato, é a melhor comida que já provei!


5) Seja gentil com os outros.


Todas as hierarquias foram criadas pelo homem. O que elas causam está aí para se ver: destruição do ambiente, aquecimento global, guerras que nunca acabam e assim por diante. A lista é pungente e sem fim. Olhe para o meio ambiente com amor no coração, e o mundo de novo torna-se um espaço milagroso que se alimenta de amor. É claro que essa diretriz também é para ser compreendida internamente, dentro de si mesmo. A benevolência com todos os seres deve incluir você. De fato, você deve ser a plataforma da qual se lançar na sua jornada de amor. Sábios de todas as eras ficaram conhecidos por “venerarem” seu corpo, para espanto das pessoas ao redor. Mas, encarado por esse prisma, isso não parece de modo algum estranho.


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1 comentários:

Má disse...

Amei o artigo!!!